A emissão de gases poluentes tem provocado, nas últimas décadas, o fenômeno climático
conhecido como efeito estufa. Este tem gerado o aquecimento global do planeta. Se este
aquecimento continuar nas próximas décadas, poderemos ter mudanças climáticas extremamente prejudiciais para o meio ambiente e para a
vida no planeta Terra.
- Os automóveis devem ser regulados constantemente
para evitar a queima de combustíveis de forma desregulada. O uso obrigatório de
catalisador em escapamentos de automóveis, motos e caminhões.
- Instalação de sistemas de controle de emissão de
gases poluentes nas indústrias.
- Ampliar a geração de energia através de fontes
limpas e renováveis: hidrelétrica, eólica, solar, nuclear e maremotriz. Evitar ao máximo a
geração de energia através de termoelétricas, que usam combustíveis fósseis.
- Sempre que possível, deixar o carro em casa e
usar o sistema de transporte coletivo (ônibus, metrô, trens) ou bicicleta.
- Colaborar para o sistema de coleta seletiva de
lixo e de reciclagem.
- Usar ao máximo a iluminação natural dentro dos
ambientes domésticos.
- Não praticar desmatamento
e queimadas em florestas. Pelo contrário, deve-se efetuar o plantio de mais
árvores como forma de diminuir o aquecimento global.
- Uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura
para evitar a emissão de carbono.
- Implementação de programas de reflorestamento e
arborização, principalmente nos grandes centros urbanos.
- Construção de prédios com implantação de sistemas
que visem economizar energia (uso da energia solar para aquecimento da água e
refrigeração).
Com o crescimento da população mundial surge uma demanda de expansão dos centros urbanos, que na maioria das vezes é feita desordenadamente e com falta de consciência ambiental, gerando problemas como: poluição do ar, água e solo, enchentes, caos no trânsito, dentre outros. Nos dias de hoje podemos observar uma crescente insustentabilidade nas cidades, o crescimento urbano rapidamente tomou grandes proporções que as práticas urbanísticas não conseguiram acompanhar. Por esta razão é que equipes de profissionais multidisciplinares, juntamente com o poder público e população precisam colocar em prática estratégias eficientes de urbanização sustentável e criar novas alternativas para a vida do ser humano nas cidades.
Os exemplos dos problemas ambientais nas cidades são inúmeros, dente os quais pode-se citar o episódio ocorrido em Londres em 1952, onde uma inversão térmica impediu a dispersão de poluentes, criando uma nuvem composta por material particulado e enxofre que permaneceu parada durante três dias sob a cidade, acarretando na morte de 4000 pessoas a mais em relação média de óbitos em períodos semelhantes.
No Brasil esta situação não é diferente. Hoje ocupando o 5° lugar no ranking de maior país em extensão territorial com 8.511.965 Km² e com uma população de 193.987.291 habitantes, o Brasil tem 75% destes brasileiros morando em grandes centros urbanos, o que conseqüentemente causa a saturação destes espaços. Esse adensamento altera drasticamente o uso e ocupação do solo das cidades (com ocupação de áreas indevidas), aumenta as áreas impermeáveis (um dos maiores causadores das enchentes) e pressiona a infra-estrutura urbana, afetando trânsito, coleta de lixo, distribuição de água tratada e coleta de esgoto, dentre outros.
Dentre esses problemas, destacam-se as enchentes, que nos últimos anos tem ocorrido com freqüência em cada vez mais cidades no Brasil , como por exemplo, o episódio ocorrido em Santa Catarina em 2008, onde foram afetadas mais de 1,5 milhões de pessoas, causando 135 mortes.
A ciência responsável por propor soluções à esses problemas é o Urbanismo, surgido no final do século XIX, sendo caracterizado como o campo do conhecimento que têm como objetivo criar condições satisfatórias e ordenadas de vida nos centros urbanos. A partir destes estudos foram desenvolvidas técnicas de intervenções e planejamentos urbanos buscando melhoria da qualidade de vida nas cidades, tendo como exemplo as teorias sobre a cidade ideal, como a Cidade Jardim idealizada por Ebenezer Howard e a cidade industrial, idealizada por Tony Garnier. Entretanto, a rápida urbanização dos países tem inviabilizado a atuação satisfatória dos urbanistas, acarretando nos problemas já citados anteriormente.
Com o intuito de difundir a importância do urbanismo e, observando uma necessidade de conscientização ambiental aliado ao planejamento urbano, foi criado o Dia Mundial do Urbanismo pelo professor Carlos Maria Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires, com uma estratégia de promover também a sustentação, a promoção e a integração entre a comunidade e o meio urbano. Este dia é comemorado no dia 8 de novembro, com a realização de exposições, artigos, conferências, seminários, fóruns, dentre outras atividades em todo o mundo.
Com o aumento da conscientização ambiental da população mundial de forma geral, já são notadas algumas novas propostas com princípios de urbanismo sustentável, com novas práticas na relação da população com o meio urbano. Uma das maiores propostas é a construção de Masdar, localizada nos Emirados Árabes, que conta em seu planejamento, estratégias que visam menores impactos ambientais, divulgando-se como sendo um modelo de cidade sustentável. Outras intervenções urbanas estão sendo feitas em cidades já existentes, como em Freiburg na Alemanha, que implementou diversos projetos com o intuito de melhor a vida urbana, dentre eles: áreas exclusivas para pedestres e ciclistas ( com o intuito de aliviar o trânsito de carro da cidade), centros de educação ambiental, e uso intensivo de energia solar.
Percebe-se uma nova atitude mundial para a busca de sustentabilidade nas cidades, este avanço é de grande importância uma vez que constrói novos valores para as atuais e futuras gerações. Porem, as ações ainda são ineficientes, visto a velocidade de urbanização e crescimento da população. Dessa forma, frisa-se mais uma vez a necessidade de novas propostas que acompanhe a forte urbanização e que tenham visão de longo prazo, contemplando não somente os dias de hoje, mas o crescimento sustentável ao longo do tempo.
O BNDES considera a preservação, conservação e
recuperação do meio ambiente condições essenciais para a humanidade. Por isso, o
desenvolvimento socioambiental é uma diretriz estratégica e se reflete na
política de financiamentos do Banco.
Assim, o BNDES busca sempre o aperfeiçoamento dos
critérios de análise ambiental dos projetos que solicitam crédito e oferece
suporte financeiro a empreendimentos que tragam benefícios para o
desenvolvimento sustentável. Além disso, o Banco reforça sua política ambiental
por meio de ações internas que buscam o envolvimento do corpo funcional e por
meio de protocolos em que firma o compromisso público de promover o
desenvolvimento em harmonia com o equilíbrio ecológico.
O Banco também está envolvido em duas iniciativas
voltadas à preservação de importantes regiões naturais do planeta:
Fundo Amazônia O
BNDES assumiu, em 2008, a gestão e administração do fundo, destinado a
financiamentos não-reembolsáveis de ações que possam contribuir para o combate
ao desmatamento da floresta, além de iniciativas que promovam a conservação e o
uso sustentável da região. O fundo captará recursos exclusivamente por meio de
doações.
Iniciativa BNDES Mata Atlântica Ação voluntária do BNDES,
por meio da qual financia, com recursos não reembolsáveis, projetos de
restauração florestal da Mata Atlântica em unidades de conservação de posse e
domínio públicos e em áreas de preservação permanente ciliares.
Mecanismos de Apoio
O BNDES realiza financiamento de longo prazo,
subscrição de valores mobiliários e prestação de garantia, atuando por meio de
Produtos e Fundos,
conforme a modalidade e a característica da operação. Os três mecanismos de
apoio (financiamento, valores mobiliários e garantias) podem ser combinados numa
mesma operação financeira, a critério do BNDES.
Também são oferecidos Programas de Financiamento que
podem se vincular a mais de um produto e visam a atender a demandas específicas,
apresentando prazo de vigência e dotação previamente estabelecidos.
Conheça abaixo os principais mecanismos de apoio do
Banco ao Meio Ambiente.
Produtos
Alguns Produtos do BNDES se dividem em Linhas de
Financiamento, com finalidades e condições financeiras específicas. A critério
do Banco, um projeto de investimento pode se beneficiar de uma combinação de
Linhas de Financiamento, de um mesmo ou de diferentes Produtos, de acordo com o
segmento, a finalidade do empreendimento e os itens a serem apoiados.
Veja os Produtos que podem ser usados no apoio ao
Meio Ambiente:
BNDES FinemFinanciamento, de valor superior a R$ 10 milhões, a
projetos de implantação, expansão e modernização de empreendimentos. A atuação
do BNDES, no âmbito do Finem, para apoio a investimentos no meio ambiente é
realizada através das seguintes linhas de financiamento:
BNDES
Florestal Destinado ao reflorestamento, à conservação e à recuperação
florestal de áreas degradadas ou convertidas, e ao uso sustentável de áreas
nativas na forma de manejo florestal
Saneamento
Ambiental e Recursos Hídricos Destinado a projetos de investimentos,
públicos e privados, que visem à universalização do acesso aos serviços de
saneamento básico e à recuperação de áreas ambientalmente
degradadas.
BNDES
Automático Financiamento, de até R$ 10 milhões (para empresas de grande
porte) ou até R$ 20 milhões (para empresas dos demais portes), a projetos de
implantação, expansão e modernização de empreendimentos.
BNDES
Finame Financiamento à aquisição isolada de máquinas e equipamentos
novos, de fabricação nacional, credenciados no BNDES, sem limite de valor.
BNDES
Finame Leasing Financiamento à aquisição isolada de máquinas e
equipamentos novos em operações de arrendamento mercantil.
Cartão
BNDES Crédito rotativo, pré-aprovado, de até R$ 1 milhão, para aquisição
de produtos, insumos e serviços credenciados no Portal de Operações do Cartão
BNDES, direcionado às micro, pequenas e médias empresas.
BNDES
Limite de Crédito Crédito rotativo para o apoio a empresas ou Grupos
Econômicos já clientes do BNDES e com baixo risco de crédito.
BNDES
Empréstimo-Ponte Financiamento a um projeto, concedido em casos
específicos, para agilizar a realização de investimentos por meio da concessão
de recursos no período de estruturação da operação de longo prazo.
BNDES
Project finance Engenharia financeira suportada contratualmente
pelo fluxo de caixa de um projeto, servindo como garantia os ativos e recebíveis
desse mesmo empreendimento.
BNDES
Fianças e Avais Prestação de fiança e avais pelo BNDES com objetivo de
diminuir o nível de participação nos projetos financiados.
Programas
Atualmente, está em vigor os seguintes programas
destinados à preservação do meio ambiente:
Programa
Fundo Clima Apoio a projetos ou estudos e financiamento de
empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas,
como projetos de energias renováveis e de modais de transporte eficientes.
BNDES
Compensação Florestal Apoio à regularização do passivo de reserva legal
em propriedades rurais destinadas ao agronegócio e a preservação e a
valorização das florestas nativas e dos ecossistemas remanescentes.
BNDES Proplástico - Socioambiental Apoio a investimentos
envolvendo a racionalização do uso de recursos naturais, mecanismos de
desenvolvimento limpo, sistemas de gestão e recuperação de passivos ambientais e
financiar projetos e programas de investimentos sociais realizados por
empresas da cadeia produtiva do plástico.
Pronaf
Agroecologia Apoio a agricultores familiares, por meio de investimento em
sistemas de produção agroecológicos ou orgânicos.
Pronaf
Eco Apoio a agricultores familiares, por meio de investimento em
tecnologias de energia renovável e sustentabilidade ambiental.
BNDES
Empresas Sustentáveis na Amazônia Apoio a oportunidades de investimentos
na Amazônia que gerem retorno financeiro e impactos sócio-ambientais
positivos.
BNDES Fundo de Inovação em Meio Ambiente Apoio ao
empreendedorismo e exploração das oportunidades de investimentos em empresas
inovadoras, de modo a propiciar o desenvolvimento de tecnologias
limpas.
O BNDES possui também participação em três
Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) voltados a projetos
ambientais:
FIP Brasil Sustentabilidade
Foco em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e com potencial
para gerar Reduções Certificadas de Emissões (RCE)
Capital comprometido do Fundo - R$410 milhões
Participação do BNDES - 48,6%
Gestores do fundo - Latour Capital e BRZ Investimentos
FIP Caixa Ambiental
Foco em saneamento, tratamento de resíduos sólidos, geração de energia limpa
e biodiesel
O BNDES apoia projetos de
investimentos, públicos ou privados, que contribuam para a universalização do
acesso aos serviços de saneamento básico e à recuperação de áreas ambientalmente
degradadas, a partir da gestão integrada dos recursos hídricos e da adoção das
bacias hidrográficas como unidade básica de planejamento.
Empreendimentos apoiáveis
A linha Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos financia investimentos
relacionados a:
abastecimento de água;
esgotamento sanitário;
efluentes e resíduos industriais;
resíduos sólidos;
gestão de recursos hídricos (tecnologias e processos, bacias
hidrográficas);
recuperação de áreas ambientalmente degradadas;
desenvolvimento institucional;
despoluição de bacias, em regiões onde já estejam constituídos Comitês;
e
macrodrenagem.
Clientes
Sociedades com sede e administração no país, de controle nacional ou
estrangeiro, empresários individuais, associações, fundações e pessoas jurídicas
de direito público.
A linha de financiamento Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos se baseia
nas diretrizes do produto BNDES
Finem, com algumas condições específicas, descritas a seguir.
Financiamento, por meio de instituições financeiras credenciadas, a projetos
de investimento cujo valor se enquadre em um dos itens abaixo:
valor inferior ou igual a R$ 20 milhões, no caso de micro, pequenas, médias
e média-grandes empresas;
valor inferior ou igual a R$ 10 milhões, no caso de grandes
empresas.
Esses limites também representam o máximo que cada cliente pode financiar a
cada período de 12 meses.
O Produto BNDES Automático
divide-se em Linhas de Financiamento, com
objetivos e condições financeiras específicas, para melhor atender as demandas
dos clientes devido ao porte e à atividade econômica. Saiba
como o BNDES classifica as empresas segundo o porte.
Poderão ser financiados investimentos para implantação, ampliação,
recuperação e modernização de ativos fixos, bem como investimentos em meio
ambiente e projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, nos setores de
indústria, comércio, prestação de serviços e agropecuária, observando os itens
financiáveis em cada linha. Veja:Itens financiáveis e não financiáveis.
Clientes
Poderão solicitar apoio financeiro, respeitando as orientações das
linhas:
sociedades nacionais e estrangeiras;
cooperativas, associações e fundações, com sede e administração no
País;
empresários individuais inscritos no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
– CNPJ e no Registro
Público de Empresas Mercantis;
pessoas jurídicas de direito público; e
pessoas físicas residentes e domiciliadas no País caracterizadas como
Produtor Rural, para investimento no setor agropecuário.
Não poderão solicitar financiamento através do BNDES Automático:
clubes;
sindicatos;
condomínios, a menos que exerçam atividade produtiva e que sejam
constituídos como entidade societária por cotas, sob a forma consorcial ou
condominial, nos termos do art. 14, § 1º, da Lei n°
4.504;
postulantes que não venham a operar efetivamente o objeto do
financiamento.
Linhas de Financiamento
As condições financeiras de uma operação realizada pelo Produto BNDES
Automático dependerão da linha de financiamento utilizada. As linhas disponíveis
para o BNDES Automático são:
MPME - Investimento Apoio a projetos de investimento,
incluindo a aquisição de equipamentos nacionais novos e o capital de giro
associado para micro, pequenas, médias empresas, de qualquer setor de atuação, e
produtores rurais.
Capacidade Produtiva BK (CP BK) Apoio à aquisição de
máquinas e equipamentos nacionais novos, associada a investimentos financiados
no âmbito das linhas CP Investimento e CP Investimento Indústria de BK.
Concorrência Internacional Apoio à aquisição e produção, não
isoladas, de equipamentos, software, bens de informática e automação que
demandem condições de financiamento compatíveis com as ofertadas para congêneres
estrangeiros em concorrências internacionais, para média-grandes e grandes
empresas de qualquer setor.
A FINEP
concede financiamentos reembolsáveis e não-reembolsáveis. O apoio da FINEP
abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e
tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de
produtos, serviços e processos. A FINEP apoia, ainda, a incubação de empresas
de base tecnológica, a implantação de parques tecnológicos, a estruturação e
consolidação dos processos de pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em
empresas já estabelecidas, e o desenvolvimento de mercados. Além disso, a
partir de 2012 a FINEP também passou a oferecer apoio para a implementação de
uma primeira unidade industrial e também incorporações, fusões e joint
ventures.
Os financiamentos
reembolsáveis são realizados com recursos próprios ou provenientes de repasses
de outras fontes. As empresas e outras organizações interessadas em obter
crédito podem apresentar suas propostas à FINEP a qualquer tempo. O primeiro
passo é encaminhar uma Consulta Prévia e, caso esta seja enquadrada, a FINEP
receberá a Solicitação de Financiamento.
Os
financiamentos não-reembolsáveis são feitos com recursos do FNDCT, atualmente
formado preponderantemente pelos Fundos Setoriais de C,T&I. Eles são
destinados a instituições sem fins lucrativos, em programas e áreas
determinadas pelos comitês gestores dos Fundos. As propostas de financiamento
devem ser apresentadas em resposta a chamadas públicas ou encomendas especiais.
A FINEP também
oferece apoio financeiro para a realização de encontros, seminários e
congressos de C,T&I e feiras tecnológicas, mas hoje o CNPq é
o responsável pela seleção, avaliação e contratação das operações.
A FINEP também
atua de forma cada vez mais intensa no apoio a empresas de base tecnológica.
Desde 2000 desenvolve o Projeto Inovar,
que envolve amplo, estruturado e transparente conjunto de ações de estímulo a
novas empresas, por meio de um leque de instrumentos, incluindo o aporte de
capital de risco, indiretamente via fundos de capital de risco.
O contexto educação ambiental preocupa ao mundo inteiro, pois se
faz necessário a conscientização das pessoas que devemos ter mais cuidado com o
meio ambiente enquanto sujeito atores de relações bio-psico-sociais. Conduzir a
educação ambiental de forma participativa e colaborativa no processo de
construção é uma ferramenta importante para que a população perceba a
responsabilidade sócio-ambiental de cada sujeito e da coletividade no meio. As
novas tecnologias hoje estão sendo muito úteis na educação escolar e
comunitária, pois já fazem parte do cotidiano do sujeito contemporâneo. O
objetivo deste trabalho é fazer uso da ferramenta virtual blog intitulando:
psicoarbo, para contextualizar a educação ambiental no universo escolar e
comunitário de uma escola de ensino médio de Bagé-RS. O blog foi utilizado para
conduzir pesquisa aplicada, qualitativa, exploratória, pesquisa – ação e revisão
bibliográfica. A construção do conhecimento aconteceu com o uso do blog
psicoarbo, onde foram ser contextualizadas a questão meio ambiente e a
divulgação de atividades e conteúdos como também fontes de pesquisas de
atividades colaborativas e participativas desenvolvida pelos alunos de ensino
médio. O ponto de partida para o processo de ensino aprendizagem e busca por
soluções e dialógica em novos signos foi a arborização da escola de Ensino Médio
Professor Leopoldo Maieron - CAIC. O
blog psicoarbo permitiu a dialética e dialógica entre alunos e professor durante
a socialização de questões sobre a educação ambiental levantadas a parir da
arborização da escola... caic, construídas em coletividade pela exposição,
coleta de materiais, e pela ação de pesquisa dos alunos nas propostas de
atividades de arborização e de embasamento técnico - cientifico, sendo um
software livre aplicável ao contexto escolar e comunitário, facilitando a
dispersão de saberes e conhecimentos construídos.
O Ministério do Meio Ambiente vai levar a educação ambiental às 300 unidades de
conservação federais, capacitando educadores para ampliar a participação da
sociedade nos conselhos gestores.
A idéia é aproximar a população da
unidade de conservação para que ela entenda a importância de preservar a área e
o potencial de crescimento social e econômico da região.
"É preciso ter
a educação ambiental como uma ferramenta que assegure a participação social na
gestão das unidades de conservação", disse a diretora do Departamento de
Educação Ambiental do MMA, Lúcia Anello, durante a abertura, na última
segunda-feira, do seminário "10 anos da Política Nacional de Educação Ambiental:
Avanços e necessidades em busca da edificação de uma sociedade sustentável", que
termina nesta terça-feira.
Segundo a diretora, o educador ambiental é
essencial para os brasileiros, principalmente para que os problemas ambientais
sejam de fato discutidos democraticamente, buscando soluções eficientes para
todos.
O evento, que comemora os 10 anos do Plano Nacional de Educação
Ambiental, promoveu debates sobre política ambiental no período e os pontos que
devem avançar. Participam dos debates representantes da sociedade, do governo e
do setor judicial.
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade, Rômulo Mello, destacou a importância da participação da
educação ambiental no processo de criação e implementação de unidades de
conservação.
Ele explicou que levar à população o debate para a criação
da UC possibilita um processo de discussão mais intenso, ampliando o
entendimento da população que mora ao redor da unidade de conservação sobre a
necessidade da proteção daquela área.
"Queremos a sociedade participando
e entendendo uma unidade de conservação com uma coisa positiva não só para
sociedade do entorno mas para o país". O Brasil tem 77 milhões de hectares de
unidades de conservação federais.
A participação da sociedade nos
conselhos gestores pode ampliar a visitação às unidades de conservação e ajudar
na preservação do patrimônio natural.
Na visão do procurador federal da
Advocacia Geral da União, Thiago Araújo, o principal foco da educação ambiental
deveria ser o consumo sustentável, uma vez que a maioria da população vive no
meio urbano e suas ações estão diretamente ligadas ao seu cotidiano e à
natureza.
Ele também ressaltou que a educação ambiental não deve se
limitar ao governo e organizações não governamentais. Segundo ele, para aumentar
o alcance da educação ambiental é preciso ter a participação do setor
empresarial.
A coordenadora de educação ambiental do Ministério da
Educação, Raquel Trajber, ressaltou que a lei brasileira está sendo usada como
base para outros países da América do Sul elaborarem suas políticas de educação
ambiental.
Os debates sobre a lei que institui a PNEA, no auditório do
Interlegis, nesta terça-feira (28), pela manhã, foram transmitidos ao vivo pela
internet nos sites www.interlegis.gov.br e www.pv.org.br.
Só durante a
abertura do evento foram realizadas mais de 400 conexões em todo o Brasil. Após
o encerramento do seminário nacional, começam as versões regionais do evento.
Projeto RAPPs – Utilizando técnicas de sistemas agroflorestais – SAFs
Experiências em Pequenas Propriedades Rurais na Bacia Hidrográfica do Rio Pequeno Antonina/PR – Brasil
A Bacia Hidrográfica do Rio Pequeno, em Antonina, litoral norte do Paraná, uma região de 112,6 Km², está integralmente inserida na APA de Guaraqueçaba, uma Unidade de Conservação Federal de Uso Sustentável, que integra a maior porção contínua de Floresta Atlântica do país. Sendo que 25% do território desta bacia ainda pertencem ao Corredor de Biodiversidade do Rio Cachoeira. A população desta bacia hidrográfica é considerada uma das mais pobres do litoral paranaense, seja pela dificuldade de acesso, que não favorece o desenvolvimento rural, bem como pela estrutura fundiária, pois a maior parte das terras pertence a grandes proprietários. Os pequenos proprietários rurais são, em sua maioria, pessoas de idade avançada com problemas de saúde, cujos filhos partiram para a cidade em busca de emprego. Esses agricultores nasceram e criaram os filhos na região e, hoje, cultivam pequenas hortas de subsistências em terras cansadas pelo uso e que não utilizam técnicas agroflorestais para recuperar a fertilidade do solo, muitas vezes pelo desconhecimento das mesmas. Boa parte da mata ciliar em suas propriedades foi retirada e, no local, o solo foi tomado por uma espécie exótica de capim chamado Brachiária, introduzida na região para alimentação de búfalos na década de 1970, em decorrência de incentivos governamentais para esta prática. Essa espécie é extremamente competitiva o que torna difícil a recuperação de área degradada pelo sistema convencional de plantio florestal com mudas nativas. O Projeto RAPPs: Recuperação de Áreas Degradadas em Área de Preservação Permanente (APPs), na Bacia do Rio Pequeno, tem por objetivo recuperar as áreas degradadas em APPs nas pequenas propriedades rurais que integram o projeto, trinta e sete ao todo, recuperando a fertilidade do solo por meio da adubação verde com espécies leguminosas (Feijão Mucuna Preto, Crotalária e Feijão Guandu), a fim de nitrogenar o solo e espécies gramíneas (Capim Elefante Napier), entre outras, como Banana Flor e Jasmim, para produzir matéria orgânica.
Professor universitário sobe em árvore para evitar corte pela Prefeitura de São Paulo e levanta debate sobre arborização das metrópoles brasileiras
Larissa Veloso
HOMEM DE AÇÃO Contra as motosserras, Henrique Carneiro subiu em uma das árvores da praça em frente à sua casa
Para a maioria dos habitantes das metrópoles brasileiras, as árvores da cidade não passam de um enfeite e essa é uma realidade fácil de constatar. Basta parar alguém na rua e perguntar se a pessoa sabe o nome das espécies próximas à sua casa ou pedir que cite apenas as principais da sua cidade. Tem até quem reclame das folhas que “sujam” a calçada ou das sombras que “protegem a criminalidade”.
Mas alguns fogem a essa regra. É o caso de Henrique Carneiro, 52 anos, para quem uma árvore não é só mais um acessório do mobiliário urbano. É por isso que na segunda-feira 6 o professor de história moderna na USP acabou subindo em um de seus exemplares favoritos para impedir que a Prefeitura de São Paulo cortasse parte de seus troncos. Próximo à casa do professor, na região do Butantã, zona oeste da capital, há uma praça com dezenas de espécies vegetais.
Muitas foram plantadas pelos próprios moradores. “As crianças brincam todos os dias nessas árvores, sobem nos galhos e brincam entre os cipós. Quando chega a primavera, ficam ansiosas para que a amoreira dê frutos. Essas espécies têm valor sentimental para nós”, enfatiza Carneiro.
"Muitos simplesmente não veem as árvores da cidade. Têm essa visão distorcida de que tudo é uma massa verde única" Ricardo Cardim, ambientalista
Apesar de não prejudicarem a fiação ou a passagem, e estarem saudáveis, todas as árvores sofreriam cortes se não fosse a intervenção do professor. Em nota, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo afirmou que o pedido de poda partiu do Conselho de Segurança da região, que “considerou o excesso de galhos um problema para a segurança dos frequentadores da praça” e que as podas foram recomendadas após “vistoria e laudos técnicos de engenheiros agrônomos”.
A ação isolada do professor chamou a atenção para algo que está no cotidiano da cidade, mas que pouca gente liga. “Muitos simplesmente não veem as árvores da cidade. Têm essa visão distorcida de que tudo é uma massa verde única. E depois, se você pergunta sobre meio ambiente, as pessoas dizem que apoiam sim, que é fundamental preservar. Morrem de dó quando assistem às imagens na tevê da Floresta Amazônica pegando fogo, mas não se importam de cortar uma árvore na frente de casa”, critica o ambientalista Ricardo Cardim, autor de um projeto de resgate das árvores nativas de São Paulo. “Hoje sabemos que as árvores são na verdade prestadoras de serviços ambientais urbanos”, acrescenta. Leia a íntegra da entrevista abaixo.
Nadando contra a corrente, o professor Carneiro continua atento ao menor sinal de barulho de serra elétrica perto de sua casa. Ele já inclusive entrou em contato com o Ministério Público e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Estado. “Também estamos nos mobilizando para fazer um abaixo-assinado. Não vou desistir”, diz, orgulhoso e atento, o dom Quixote da pracinha.
"As
árvores são prestadoras de serviços ambientais na cidade"
Autor do blog Árvores de São
Paulo e criador de um projeto para recuperar a vegetação nativa da cidade,
Ricardo Cardim falou a ISTOÉ sobre o problema da falta de verde nas nossas
metrópoles.
ISTOÉ - Na última semana, o debate sobre
a poda indiscriminada de árvores ganhou destaque em São Paulo. O que pensa
sobre esse assunto?
Ricardo Cardim - É aquela velha
história: a árvore acaba sendo sempre a vítima de qualquer intervenção urbana.
Se há um problema de segurança, [como alegado pela prefeitura] por que não
solucionar colocando uma iluminação nova abaixo da copa das plantas? Existe uma
mania nacional de colocar a árvore na cidade como um obstáculo, ou somente como
um enfeite na cidade. E hoje sabemos que elas são na verdade prestadoras de
serviços ambientais urbanos.
E ao invés preservar e usar o verde para gerar bem-estar,
o pensamento dominante é: “vamos construir essa rua, tirem essas árvores do
caminho”. Como fizeram na marginal do rio Tietê. A árvore é vista como um
obstáculo ao progresso, não como uma aliada no bem-estar da cidade. Isso é algo
que me lembra os anos 40 e 50 do século passado, quando havia aquele lema de
que “São Paulo não pode parar”.
ISTOÉ - Como está a questão da
arborização em São Paulo?
Cardim - Hoje na cidade temos
áreas que têm diferenças de até 14ºC, por causa da arborização [quanto mais área
verde em uma região, mais baixa tende ser a temperatura. Quanto mais áreas
cimentadas e asfaltadas, maior a temperatura. Esse fenômeno é conhecido como
“ilhas de calor”]. Nos últimos anos tivemos um plantio maior em São Paulo. Mas
esse plantio também nem sempre é feito com cuidado. Muitas espécies são
plantadas na estação seca, na qual o índice de mortalidade é muito alto.
Outro grande problema que temos é que 80% das
árvores nas cidades são estrangeiras. Há uma grande “invasão” de espécies que
prejudicam o nosso meio ambiente. Isso levou à extinção em massa de vários
animais, que estavam acostumados a se alimentar dessas mesmas plantas durante
séculos.
Isso também faz com que a população não conheça
as árvores nativas da sua região. Muita gente olha para essas espécies e acham
que é um mato que está crescendo ali.
ISTOÉ - Mas como solucionar o problema da
falta de verde nas cidades?
Cardim - O primeiro fator é
investimento público. O governo tem que dar o peso devido ao meio ambiente,
porque esse fator está diretamente ligado à saúde do cidadão. Em segundo lugar
é preciso intensificar essa campanha de conscientização. Esse trabalho não
precisa ser feito só pelo governo, mas também nas ONGs e nas escolas. É preciso
que as pessoas pressionem as autoridades pela limpeza dos rios, por exemplo.
O que falta é o fazer o próprio cidadão entender
que o meio ambiente também é na cidade. Que se a pessoa fizer um jardim, cuidar
das árvores da sua rua, do seu condomínio, ela está fazendo muito mais do que
se ficar se preocupando sobre a Amazônia. As árvores da cidade são vistas como
uma coisa romântica, um enfeite para a rua, algo supérfluo.
O que eu vejo é que muitas pessoas da terceira
idade, por exemplo, são grandes inimigos das árvores, estão sempre dizendo que a
árvore solta folhas na calçada, que deixa a rua escura, que arrebenta o
passeio.
ISTOÉ - Manaus ficou em último lugar no
levantamento sobre arborização nas metrópoles brasileiras [leia quadro acima].
Não é uma contradição, considerando-se que esta é a capital mais próxima da
floresta amazônica?
Cardim - Já estive em Manaus. É
uma cidade que não tem nem saneamento básico adequado, que dirá arborização. O
que tem de árvores são exemplares antigos e não foi feito um novo plantio. E
pode-se notar que é uma arborização muito mal-feita.
Uma cidade que vejo bem arborizada é o Rio de
Janeiro. Lá há ruas que são verdadeiros corredores verdes. Mas em âmbito
nacional, ainda não há um espaço para se pensar essa questão das árvores nas
cidades.
ISTOÉ - Quais são seus projetos atuais?
Cardim - Ultimamente tenho
trabalhado no resgate da mata nativa de São Paulo, além de divulgar essa
questão através do blog. Eu faço um trabalho de reprodução dessas plantas,
estou recriando um trecho de cerrado paulistano original. E assim também estudo
as plantas que poderão ser usadas no paisagismo da cidade.
Outra ferramenta com a qual tenho trabalhado são
os telhados verdes, jardins nas coberturas dos edifícios nas casas. É uma
tecnologia super usada em outros países e torna a cidade mais verde. Se formos
pensar, sobrou muito pouco espaço para o verde nas cidades, e a solução é levar
isso para cima dos prédios. Atualmente tenho uma empresa que faz consultoria
nessa área, e criamos telhados verdes com espécies da mata atlântica e do
cerrado.
O governo federal está em busca de projetos e ações de conservação e manejo
sustentável dos recursos naturais na Caatinga brasileira para conceder
financiamento. O Ministério do Meio Ambiente e a Caixa Econômica Federal
trabalham na elaboração de editais para escolha dos projetos que serão
divulgados em até 60 dias. Os selecionados receberão o aporte financeiro já no
segundo semestre de 2011.
Durante cerimônia de assinatura do termo de compromisso – realizada esta
semana – a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, definiu o momento como
“histórico”, por se tratar do primeiro ato do governo no Ano Internacional de
Florestas.
“Além da Amazônia, começamos a investir em outros biomas e a Caatinga vai nos
surpreender com projetos inovadores”, comemorou a ministra.
De acordo com o termo, caberá ao MMA coordenar, por meio do Fundo Nacional de
Meio Ambiente (FNMA), a identificação de projetos passíveis e a apresentação
deles para financiamento. À Caixa cabe avaliar os projetos apresentados para
serem fomentados pelo Fundo Socioambiental do banco e, em parceria com o
ministério, acompanhar a execução física e financeira dos projetos, os impactos
decorrentes do fomento empreendido para a Política Ambiental e o fortalecimento
da agenda social na região.
“O sertão sempre foi associado à seca, à miséria e à pobreza e será muito
importante revertermos essa visão, mostrando ao Brasil a riqueza da
biodiversidade da Caatinga e a possibilidade de desenvolvermos e mudar a
condição de vida das pessoas com o uso sustentável dos recursos”, frisou a
presidenta da Caixa, Maria Fernanda Coelho.
Os projetos devem dar ênfase ao combate à desertificação e ao desmatamento e
serem preferencialmente focados nos polos das indústrias de cerâmica e gesso,
que fazem uso de recursos florestais como lenha e carvão. A intenção do governo
é priorizar aqueles que integram a cadeia de insumos da construção civil e que
usam matéria-prima proveniente do bioma.
A mesma parceria já foi estabelecida para projetos de conservação no Cerrado,
bioma que já conta com o financiamento de R$ 2,67 milhões do Fundo
Socioambiental da Caixa.
Vaqueiro residente em área da Caatinga. Foto: Adriano
Gambarini
Segundo o MMA, a Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e ocupa
quase 11% do país (844 mil km2), sendo o principal ecossistema do Nordeste.
Cerca de 27 milhões de pessoas vivem, atualmente, na área original da Caatinga,
sendo que 80% de seus ecossistemas originais já foram alterados, principalmente
por meio de desmatamentos e queimadas, em um processo de ocupação que começou
nos tempos do Brasil colônia.
Ainda de acordo com o Ministério, a conservação do bioma está intimamente
associada ao combate à desertificação; processo de degradação ambiental que
ocorre em áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas. No Brasil, 62% das áreas
suscetíveis à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas por caatinga,
sendo que muitas já estão alteradas.
“Se os recursos florestais forem usados de forma sustentável, podem
impulsionar o desenvolvimento econômico e socioambiental da região, evitar a
desertificação e garantir a sobrevivência das populações sertanejas.”, aponta o
MMA.
Fundo – O FSA Caixa foi lançado em dezembro de 2010, com o
objetivo de consolidar e ampliar a atuação do banco no incentivo a ações que
promovam o desenvolvimento sustentável. O Fundo apoiará financeiramente projetos
e investimentos de caráter social e ambiental, por meio de recursos
correspondentes a até 2% do lucro da empresa. O aporte também poderá ser
associado a doações e repasses de outros fundos, de entidades nacionais e
internacionais, interessados em fomentar atividades e projetos
socioambientais.