sábado, 10 de janeiro de 2015

Fantástico investiga denúncia de desvio de dinheiro público

Começou neste domingo (2), durante o programa Fantástico (Rede Globo), a saga de um repórter que decidiu sair pelo Brasil para radiografar uma praga chamada corrupção. Por que o dinheiro público, que devia ir para a saúde, para a educação, para o saneamento, some, sem qualquer explicação?

O repórter não pode mostrar o rosto, porque o anonimato é indispensável para o trabalho dele. Por onde passar, esse repórter secreto vai querer saber: “cadê o dinheiro que estava aqui?”

Eduardo Faustini, também conhecido como o repórter secreto, tem uma missão: investigar o roubo do dinheiro público, seja onde for, em qualquer canto do país, em qualquer cidade, grande ou pequena.

Não importa: onde houver corrupção, a qualquer momento, o repórter secreto pode aparecer e fazer a pergunta que todos os brasileiros de bem gostariam de fazer: cadê o dinheiro que estava aqui?
Assim aconteceu em Anajatuba, interior do Maranhão

Cadê o dinheiro que estava em Anajatuba, uma cidade de 25 mil habitantes no norte do Maranhão? Como toda cidade, Anajatuba precisa contratar empresas prestadoras de serviço e fornecedoras de produtos. E para contratar prestadores e fornecedores, a prefeitura precisa gastar dinheiro. Dinheiro público, evidentemente.

No ano passado, quatro empresas contratadas pela prefeitura de Anajatuba receberam juntas R$ 9 milhões, mas esse dinheiro da prefeitura foi desviado e quem descobriu a falcatrua foi o vice-prefeito Sidney Pereira.
Fantástico: Cadê o dinheiro que estava aqui?

Sidney Pereira, vice-prefeito de Anajatuba: Aí só quem pode explicar é o prefeito.

O vice-prefeito checou documentos, descobriu que houve desvio de dinheiro e fez a denúncia à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público (MP).

“Se trata de milhões. Milhões que deveriam estar sendo usados no município de forma mais justa junto com aquelas pessoas que realmente precisam”, disse Sidney Pereira.
Muita gente realmente precisa desses recursos em Anajatuba, até mesmo para alimentar as crianças na escola, onde nem sempre tem água.

Fantástico: Se não pegar água no poço não tem merenda.

Adozinda Pereira, merendeira: Não, porque tem dia que não dá, e aí a gente tem que fazer a merenda, não é? A gente tem que fazer a merenda.
“Quando não tem a merenda, eu mando que as professoras despachem antes do horário, porque as crianças não pode ficar com fome”, afirma Marenice Pereira, diretora da escola.

Das quatro empresas contratadas pela prefeitura de Anajatuba, a que levou mais dinheiro se chama A4. Em 2013, a A4 fechou um contrato de R$ 6,5 milhões para alugar carros e máquinas.

O repórter secreto foi até a sede da empresa.
Fantástico: A gente está procurando a A4.

Paulo Moisés de Albuquerque, filho do dono do imóvel alugado pela empresa A4: Era aí.

Fantástico: Era, não é mais.

Fantástico: Essa empresa funcionou durante quanto tempo aqui?

Paulo Moisés de Albuquerque: Um ano e meio.

Fantástico: E que funcionava aí?

Paulo Moisés de Albuquerque: Nada. Funcionava nada, não. Ficava fechado. Só fachada.

“Essa empresa, na verdade, ela só entra na emissão das notas fiscais”, conta Sidney Pereira, vice-prefeito de Anajatuba.

O repórter secreto deu mais um passo e foi atrás de um homem que aparece como sócio da A4: Raimundo Nonato Silva Abreu Júnior. Ele está sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, mas nega que seja empresário: “Sou taxista sindicalizado”, diz Raimundo.
Raimundo diz que trabalhou apenas como motorista do dono da A4.

Fantástico: E por que usaram teu nome?

Raimundo: Pra não aparecerem. E eu fui descobrir depois de muito tempo.

O homem está tenso. Desde que o vice-prefeito fez a denúncia, Raimundo se sente ameaçado por aquele que seria o chefe do esquema, por isso anda armado.

Raimundo: Eu vim até armado.

Fantástico: Nós somos jornalistas da TV Globo.

Raimundo: Rapaz, eu vou pra matar ou pra morrer.

Em seguida aparece o pai de Raimundo que ficou desconfiado do repórter. Ele também é taxista. Ele também está armado, por baixo da camisa.
Pai de Raimundo: Eu vim preparado.

Fantástico: Nós somos jornalistas, já nos identificamos com ele. TV Globo.

Aí o Raimundo pai se acalma e guarda a arma no carro. Ele diz que estava para defender Júnior. “O cara é inocente, então... Pegar, fazer uma molecagem dessa. Um caboco desse merece a gente dar um tiro na cara dele”, disse.

Mas se Raimundo Filho não é dono da empresa, quem é? Ouvimos pela primeira vez o nome de quem seria o verdadeiro dono dessa empresa: Fabiano de Carvalho Bezerra.
O repórter secreto foi à sede de outra empresa contratada pela prefeitura no ano passado. É a MR Serviços. Valor do contrato: R$ 855 mil. Para coleta de lixo.

Fantástico: Esse endereço aqui, ó, Avenida Cafeteira, 1413, em Raposo, é o da senhora, né?


Senhora: É, mas aqui não tem comércio, não.


Fantástico: A senhora mora aqui há quantos anos?


Senhora: Uns 17. Essa casa que eu levantei, aqui era uma lagoa. Só mato quando eu comprei o terreno. Você acredita?


Depois das denúncias do vice-prefeito, a MR Serviços, uma empresa fantasma, foi substituída pela RR Empreendimentos supostamente para prestar os mesmos serviços de coleta de lixo.
O repórter Eduardo Faustini foi então até a sede da empresa, que fica em uma cidade vizinha: Raposa, também no Maranhão. Em Raposa, o repórter secreto ouviu mais uma vez o nome do homem que estaria por trás do desvio de dinheiro da prefeitura.

Fantástico: Você trabalha aqui?


Funcionário: Trabalho.


Fantástico: Quem é o dono?


Funcionário: Fabiano.


Fantástico: Fabiano? Fabiano de quê?


Funcionário: Bezerra.


Do lado da RR, fica mais uma empresa: a construtora Construir. A Construir teve em 2013 contratos no valor de R$ 1,4 milhão. Para reforma de escola e obras em estradas vicinais.

“Essa empresa nunca teve no município”, disse o vice-prefeito.

E afinal? O que o prefeito tem a dizer sobre isso?
“Essas empresas que foram objeto já de denúncias anteriores não trabalham mais para prefeitura de Anajatuba”, afirma Hélder Aragão, prefeito de Anajatuba/MA.

Não trabalham mais porque o atual vice-prefeito foi quem denunciou às empresas ao Ministério Público e à Polícia Federal. Mas uma delas ficou.

“Não sei se ainda tem. Acho que ainda tem uma empresa, acho que é a A4, não é? Que ainda presta serviço pra Anajatuba”, disse o prefeito.
O prefeito ainda é alvo da investigação da Polícia Federal por outro motivo: segundo o depoimento de um funcionário da prefeitura, ele teria fraudado dinheiro do ensino público. Em 2013, Anajatuba tinha 5.500 alunos, mas enviou ao Governo Federal uma lista com cerca de 6 mil crianças.

Fantástico: Quanto mais aluno.


Vice-prefeito: Mais dinheiro entra.


“Ele tinha apenas dois anos de idade, quando ele foi matriculado”, disse Roberta Dutra, mãe de menino matriculado indevidamente.


E agora, prefeito? “Esse erro, esse erro, foi algo que não proposital”, disse ele.


Quando essas crianças da lista começarem realmente a estudar, tomara que não encontrem a realidade vivida pelos alunos da Escola Municipal Maria Oliveira Bogea.
O Governo Federal informa que Anajatuba tem R$ 15,5 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. Desse dinheiro será descontado o valor pago a mais por conta do cadastro fraudado.

“Recebemos uma média de 7 mil denúncias a cada ano. Não posso afirmar quantas exatamente envolvem prefeituras, mas a estimativa é de cerca de 70%. Então, 70% de 7 mil envolvem prefeituras”, disse Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria-Geral da União.

São denúncias de todo tipo, incluindo aquelas sobre empresas fantasmas. Em Anajatuba, quem estaria por trás delas? As investigações apontam para Fabiano Bezerra, um empresário da cidade.

No mês passado (outubro/2014), um ex-funcionário de Fabiano deu depoimento à Polícia Federal em São Luís. Com medo de represália, ele pediu para não ter a identidade divulgada.

O ex-funcionário afirmou que Fabiano Bezerra é o responsável pelas empresas A4, Construir, RR Serviços e MR Serviços, as tais quatro empresas que fecharam contratos de R$ 9 milhões com a prefeitura.
A testemunha disse também que o esquema das empresas é prestar serviços e fornecer produtos superfaturados a diversas prefeituras e que todas as notas dessas empresas são frias.

O repórter Eduardo Faustini procurou Fabiano Bezerra em casa e pelo telefone. Ele negou ser dono das empresas. Mesmo assim, defende a A4. Afirma que o que seriam as verdadeiras instalações dessa empresa são de primeira qualidade. “A sede da empresa é top de linha! Tem uma placa na frente, A4, direitinho...”, diz Fabiano.
Fabiano deu o suposto endereço, e o repórter secreto foi até lá. De fato, tem uma placa na frente, mas veja o que diz um vizinho da tal sede.
Guilherme Ferreira, comerciante: Uns quatro meses.

Fantástico: Quatro meses que abriu?

Guilherme Ferreira: É.

Fantástico: O senhor vê movimentação aí?

Guilherme Ferreira: Não. Não vejo, não.

Fantástico: Nunca teve empresa aberta aí?

Guilherme Ferreira: Que eu saiba, não.

Fantástico: E o senhor tá há quanto tempo aqui no comércio?


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ituberá urgente

Ditadura em Ituberá um   ataque a liberdade 

A Folha de pagamento não foi pago por falta de competência administrativaAmigos dos blogues, sites, face de toda rede social, compartilhe e comente, ajude a mobiliar a justiça,  pois várias pessoas e famílias está   passando privações. Quando você fala sobre a falta de pagamentos dos proventos você pode ser afastado pela equipe da gestão de suas atividades. Meus amigos, Deus está nesta causa, Pois existe o processo chamando mandato de segurança, faça esta correte ajude o povo, os comerciantes, funcionários, ajude a economia de Ituberá. 


ENTROU NOS COFRES DA PREFEITURA DE ITUBERÁ 

R$ 4.984.000.00 "04 milhões , novecentos e oitenta e quatro mil reais"
  
MÊS DE DEZEMBRO 


tuber� - BA
dezembro/2014

Dec�ndio1�2�3�Total
FPM1.302.808,65318.627,39317.227,121.938.663,16
ITR41,045,3173,89120,24
IOF0,000,000,000,00
CIDE0,000,000,000,00
FEX0,000,000,000,00
ICMS LC 87/961.830,960,000,001.830,96
ICMS LC 87/96-15790,000,000,000,00
FUNDEF0,000,000,000,00
FUNDEB808.469,81342.971,79340.917,741.492.359,34
Total2.113.150,46661.604,49658.218,753.432.973,70


Origens do FUNDEF
Dec�ndio1�2�3�Total
FPE0,000,000,000,00
FPM0,000,000,000,00
IPI-EXP0,000,000,000,00
ICMS0,000,000,000,00
Complementa��o da Uni�o0,000,000,000,00
Lei Complementar N� 870,000,000,000,00
Total0,000,000,000,00


Origens do FUNDEB
Dec�ndio1�2�3�Total
FPM117.912,0163.583,7463.304,31244.800,06
FPE115.584,7262.328,7662.054,84239.968,32
IPI-EXP6.197,822.269,141.319,419.786,37
Complementa��o da Uni�o296.999,080,000,00296.999,08
Lei Complementar N� 872.223,620,002.223,624.447,24
ITR740,5074,1168,15882,76
IPVA4.634,133.141,935.702,3213.478,38
ITCMD1.581,15512,301.895,993.989,44
ICMS262.596,78211.061,81204.349,10678.007,69
Total808.469,81342.971,79340.917,741.492.359,34
partir de 1998, dos valores do FPM, FPE, IPI-Exporta��o e ICMS LC 87/96, j� est� descontada a parcela de 15 % (quinze por cento) destinada ao FUNDEF.
A partir 2007, dos valores do FPM, FPE, IPI-Exporta��o e ICMS LC 87/96 e do ITR, j� est�o descontados da parcela destinada ao FUNDEB.

Fonte:
Acesse 

sábado, 20 de dezembro de 2014

A costa do dendê pede socorro


Se Cada um fizer um pouco, no final fazermos muito, vamos nos unir, aí, vamos ver uma grande força. Se cada uma das igrejas evangélicas e católica doar-se o que tiver? Este é apenas um teste do soberano Jesus!!! Vamos proprietários de toda região: mercados, mercadinhos, farmácias, padarias, dentre outros tipos de comércios, vereadores e políticos, somos irmãos capazes de fazer coisas incríveis, vamos semear o amor, a bondade a amizade, o afeto, vamos deixar de ser geositas, ofereça o que puder as pessoas que realmente estão passando por qualquer tipo de dificuldades passa lá e fale com a moça, conte sua historia!!!
Local de doação escola Municipal Luíza Maria em frente ao estadio municipal de Ituberá!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Agricultores do Baixo Sul baiano serão pagos para proteger o meio ambiente

O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) tem sido utilizado para estimular a conservação de ambientes naturais no Brasil.
Um dos locais onde esse instrumento econômico está implantado é a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, localizada no litoral Baixo Sul da Bahia. 
A iniciativa, denominada Produtor de Água Pratigi (PAP), premia financeiramente proprietários que protegem áreas com vegetação nativa em suas propriedades, em região de mananciais.
A iniciativa foi criada pela Organização de Conservação da Terra (OCT) em 2012. No mesmo ano, foi estabelecida parceria da Agência Nacional de Águas (ANA) e, no final de 2013, com a Fundação Grupo Boticário.
Em 2014, o projeto está em fase de articulação institucional para passar a utilizar a metodologia Oásis da Fundação Grupo Boticário, que inclui um conjunto de ferramentas e procedimentos necessários ao planejamento, gestão, desenvolvimento e monitoramento de projetos de PSA.
O Produtor de Água Pratigi está implantado atualmente nos municípios de Igrapiúna e Piraí do Norte. As 46 propriedades contratadas somam 744 hectares, sendo que desse total 311 ha (41%) são de vegetação nativa, incluindo 141 ha de áreas de preservação permanente (APP); ali também estão 55 nascentes.
Ao protegerem as áreas com vegetação nativa, a água e o solo em suas propriedades e ao adotarem práticas conservacionistas no manejo das áreas destinas à agropecuária, os proprietários participantes do projeto contribuem para melhorar a qualidade e quantidade de água nos mananciais da Bacia Hidrográfica do rio Juliana.
“Manter esses mananciais da APA do Pratigi é uma forma de garantir também a conservação da exuberante flora do litoral Baixo Sul da Bahia”, destaca o Coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário, André Ferretti.  Ele complementa: “Nessa região litorânea está um dos trechos de maior biodiversidade de toda a Mata Atlântica, sobretudo em relação a plantas e árvores, tendo grande relevância para a conservação da natureza”.
Expansão
Além dos locais onde a iniciativa já está implantada, o objetivo é expandi-la para outros três municípios da APA do Pratigi: Nilo Peçanha, Ituberá e Ibirapitanga. “Estamos buscando a ampliação do Produtor de Água Pratigi, por meio da mobilização desses municípios e de possíveis instituições parceiras”, afirma o líder de conservação ambiental da OCT, Renan Kamimura.
Ele explica que, algumas prefeituras estão interessadas na implantação do projeto, mas antes há a necessidade da criação de um arranjo institucional – estrutura que delimita as ações dos atores envolvidos e suas contribuições –, metodologia utilizada e financiadores da iniciativa. “O objetivo é a evolução do diálogo com a gestão dos municípios e, consequentemente, a formação de um arcabouço legal para, por fim, implantar a iniciativa em toda a APA”, diz Kamimura.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Áreas de Mangue na costa dendê sofre duras penas pelos homens sem consciência ambiental

Por Ricardo Pereira 
O manguezal é um ecossistema de indiscutível importância ecológica, pois desempenha o papel de berçário marinho para inúmeros grupos de peixes e crustáceos. “Pode-se afirmar que 90% de todo alimento retirado do mar pelo homem, em algum momento do seu desenvolvimento, passa pelas áreas de mangue. Mas não são só animais marinhos, grupos de aves, mamíferos e, inclusive, insetos se utilizam dos recursos disponíveis neste ambiente para o seu ciclo da vida.

Os mangues possuem grandes características de equilíbrio. Sua vegetação desempenha o papel de filtro biológico, já que poluentes de um modo geral acabam retidos em suas estruturas. Por ser uma região de transição, tem a função de barreira natural contra enchentes, já que a capacidade de retenção de água é muito alta. O manguezal forma, ainda, grandes áreas de proteção contra os ventos e as ondas nos períodos de marés altas, além de contribuir nas alterações climáticas com a captura de carbono do ambiente.
A realidade no baixo sul é assustadora, a  importância da proteção desse ecossistema. O artigo 2 da Lei nº 4771/65 do Código Florestal. “O Sistema Nacional das Unidades de Conservação (SNUC) trata claramente da importância da preservação das áreas de mangue a fim de manter o equilíbrio na região da costa, por apresentar um importante papel socioambiental e econômico para pescadores de toda região da costa do Dendê, pois é sem duvida  uma das mais vastas riquezas em biodiversidade no mundo. 
A construção de habitações e aterramento desses locais a retirada dente tipo de vegetação para construção civil traz sequelas que, a médio prazo, podem tornar-se irreversíveis, causando severos prejuízos às populações ribeirinhas e demais comunidades que alí venham se fixar. É urgente que sejam desenvolvidas atividades em educação ambiental para que todas as comunidades que circundam estas regiões possam entender a importância de se preservar esta vegetação”.
Em  2006  esteve um instituto da região  para fizer estudos,  mais não fez projetos de educação ambiental  para minimizar e conscientizar os infratores. Pois bem,  as áreas de mangue do litoral sul ainda apresentavam-se pouco impactadas, pois as cidades localizadas junto à desembocadura dos rios possuíam ainda populações pequenas. Entretanto, muitas dessas áreas vêm sofrendo com vários impactos ambientais decorrentes dos resíduos da agroindústria, da especulação imobiliária e da ampliação hoteleira, além do aumento de outras atividades ligadas ao turismo e a falta de saneamento básico.
Os Dados que mostra O mapeamento preliminar de manguezais em parte do Baixo Sul Baiano, na região de Valença, mostrou a presença de 145,28 Km2 de manguezal e 7,58 Km2  de carcinicultura. Os resultados demonstraram que a aplicação das Geotecnologias, em especial do sensoriamento remoto e do processamento digital de imagens, contribuiu para a identificação e caracterização de ecossistemas costeiros, possibilitando um monitoramento da área ocupada por esses ecossistemas ou por atividades antrópicas, como é o caso da carcinicultura. 
"Muita gente sobrevive da pesca, mas o rio está tão poluído que não cresce mais nada. Esse povo que tem saber deveria arranjar outra forma de fazer: " construção, carvão, blocos e outros"" que não precise de madeira do mangue para queimar", Vamos dar um basta nesta fala de consciência.
Além de desmatados, os manguezais  estão virando lixões. Um exemplo é um mangue próxima à comunidade perto dos bairros Prainha  I e II em Ituberá , nos último anos  tem aumentado o descarte de pneus velhos e lixos em praias.
O descarte costuma ser feito por pessoas de outras comunidades e geralmente, segundo testemunhas, ligadas a borracharias e oficinas  pois  os pneus jogados fora, há peças ainda inteiras, embora rasgadas e com ferragem à mostra, ou apenas pedaços deles. A queixa de moradores é quanto à ausência de fiscalização.
Eles dizem ter feito denúncias a órgãos ambientais do município e do estado sem que nenhum fiscal tenha aparecido no lugar. Os pneus figuram entre os produtos cuja durabilidade é considerado por tempo indeterminado, ao serem jogados na natureza isso é uma realidade em toda Bahia.
Um ponto importante para todas as  Secretária Municipais de  Meio Ambiente de toda região é o trabalho articulando no combate a todo tipo de depredamento ambiental pois acho que deve haver uma  coordenação tática regional reunindo força, vejo que é  possível, intervir nesse tipo de exploração ambiental, junto aos órgãos fiscalizadores. “Sempre que recebemos a informação de algum crime ambiental, entramos em contato com o ICMBio, CEAMA, INEMA, IBAMA, conselhos ambientais dos municípios, ministério público, até mesmo a polícia ambiental especializada uma união de forças assim  teremos uma resultante de forças   para que ele faça a fiscalização combatendo crimes com eficiência. Dependendo do caso, o órgão entra com uma solicitação junto a prefeitura para resolver o problema.
Para  Soffiati apresenta a unidade dentro da qual está a diversidade dos campos geológico, hídrico, botânico, faunístico, cultural e até mesmo econômico. O autor analisa a transformação dos manguezais com base em suas relações de equilíbrio e de desequilíbrio, num período de um século.
Entendo que essa ideia de estudar só os manguezais, em si, seria algo mais voltado para especialistas. Como esse tipo de pesquisa eu considero um estudo de história ambiental, ampliei essa pesquisa e contextualizei o ambiente físico ecológico com o ambiente social, por exemplo — explicou.
A Educação Ambiental (EA) é um processo por meio do qual as pessoas aprendem como funciona o ambiente natural, como dependemos dele, como o afetamos e como promovemos sua sustentabilidade (DIAS, 2004).
O nível de escolaridade das profissionais da mariscagem não é elevado, sendo a maioria (48%) possuindo o fundamental I incompleto e fundamental II incompleto (28%). A idade de contato inicial com as atividades da mariscagem ocorre, em sua grande maioria, antes dos dez primeiros anos (40%), sendo que 39% tiveram a primeira relação com a mariscagem entre 11 e 20 anos. Grande parte das marisqueiras trabalha na atividade a mais de 11 anos (37%) ou mais de vinte anos (33%). Mais da metade da comunidade (52%) trabalha entre 4 e 8 horas diárias. 24% trabalha mais de 8 horas diárias. 51% das marisqueiras não participam da colônia de pescadores, e 52% não têm carteirinha ou cadastro como pescador (a), o que reflete a percepção negativa sobre os benefícios ofertados pela colônia às pescadoras. Segundo as marisqueiras, 40% entendem que não existem benefícios oferecidos pela colônia de pescadores às marisqueiras. 12% não souberam informar tais benefícios, e o restante, reconhece que a colônia oferta benefícios trabalhistas (30%), e ajuda na alimentação (12%).
75% das marisqueiras têm a mariscagem como principal atividade geradora de renda; sendo 48% trabalham somente com a mariscagem. Outras atividades também foram citadas como atividades domésticas (25%), comércio (10%) outras atividades como agricultura, construção civil, cozinha e confecção (30%). 61% dos entrevistados declararam receber ajuda financeira governamental.
Os profissionais da mariscagem vendem sua produção de maneira independente (15%), diretamente aos bares e restaurantes (34%) ou entregam-na para atravessadores (31%), não sendo a preferência, pois estes desvalorizam a cultura da mariscagem e realizam a compra a baixos preços. Por vezes, os marisqueiros vêem-se obrigados a venda para este destinatário, face dificuldade no escoamento da produção, principalmente durante a baixa estação (inverno).
Compreende, portanto, parte de um processo didático-ecológico que almeja a perfeita compreensão e harmonia entre o sistema ecológico e a espécie mais bem adaptada a ele, a espécie humana. A EA tem como característica agrupar as dimensões socioeconômicas, políticas, cultural e histórica. Por isso não deve ser classificada como universal, devendo ser consideradas as condições históricas de cada região (OLIVEIRA et al., 2011).
A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), de Lei nº 9795/99 (BRASIL, 1999) define a Educação Ambiental como um processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
O Desenvolvimento Sustentável (DS) é um modelo que visa conciliar as necessidades socioeconômicas dos seres humanos com a preservação do meio ambiente, havendo também um direcionamento para a sustentabilidade de futuras gerações. Para tanto, a compreensão de como é realizada a codificação dos elementos naturais, através de estudos de Percepção ambiental (PA), é mister para a estruturação de ações voltadas para a elevação da sustentabilidade das populações.
Portanto acho que faltam projetos, cursos qualificação dentre outras ações voltada para combate da destruição deste importante ecossistema é o pescador é o principal elo, e todos   juntos vamos fazer e dá o melhor juntos  com as prefeituras, empresas, departamentos municipais articuladas com colônias de pescadores fazer o que deve para termos o futuro melhor.